Blog

  • 10 anos da tragédia de Mariana

    10 anos da tragédia de Mariana

    Dez anos depois do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), A Gazeta lança, nesta quarta-feira (29), uma série de reportagens multimídias sobre a maior tragédia ambiental do Brasil, que causou impactos que duram até hoje no Espírito Santo. A especial Rio de Lama e Luta tem início com os bastidores de uma expedição que percorreu mais de 180 quilômetros, em cinco dias de viagem, para conhecer histórias de quem viu o Rio Doce agonizar após a chegada ao Estado da lama com rejeitos de minério.

    Esse material começa a ser exibido a partir desta quarta-feira (29) em formato de diário de bordo nas redes sociais: @agazetaes. Além desses bastidores, a série trará reportagens e vídeos que serão publicados em A Gazeta na próxima semana, nos dias 3, 4 e 5 de novembro. Conteúdos especiais também serão veiculados nas mesmas datas pela Rádio CBN Vitória.

    O rompimento da barragem da Samarco ocorreu no dia 5 de novembro de 2015. Mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério escoaram do Complexo Industrial de Germano, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, provocando uma tragédia que deixou 19 mortos e cerca de mil pessoas desalojadas na região de Minas Gerais. A lama gerada pelo desastre percorreu grande parte da Bacia do Rio Doce até chegar à foz, no distrito de Regência, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, onde a lama se encontrou com o mar em 22 de novembro daquele ano. O rastro de destruição causou prejuízos financeiros, ambientais e emocionais incalculáveis para moradores dos estados mineiro e capixaba.

    Em expedição às regiões Norte e Noroeste do Espírito Santo, A Gazeta foi até Baixo Guandu, Marilândia, Colatina e Linhares para ver como estão, dez anos depois, os moradores dos municípios mais impactados pela tragédia no Estado. A reportagem ouviu pescadores, artesãs, empreendedoras, surfistas e chefes de família que tinham o Rio Doce como principal fonte de renda e até hoje sofrem os efeitos do desastre ambiental. Dessas conversas, um diário de bordo foi preparado para que os os leitores acompanhem, pelas redes sociais, todo o processo de produção da série especial.

    A produção do material também demandou uma viagem até Anchieta, no Litoral Sul, onde ficam as usinas da Samarco. Apesar de não ser banhado pelo Rio Doce, o município sentiu os efeitos da tragédia de outra forma. Com a paralisação das atividades da mineradora após rompimento, a cidade sofreu grandes perdas financeiras. Toda a cadeia produtiva da região foi afetada, com fechamento de comércio e serviços e a consequente redução das vagas de emprego.

    Vista do Rio Doce em Baixo Guandu, em dezembro de 2015, pouco depois do rompimento da barragem de Fundão Crédito: Carlos Alberto Silva [03/12/2015]

    Além do diário de bordo nas redes sociais, a série conta com reportagens e entrevistas em vídeo. A primeira, na próxima segunda-feira (3), vai relembrar a tragédia e contar a história de moradores do Espírito Santo que precisaram se reinventar após o desastre. Pesquisadores e lideranças também foram ouvidos para detalhar, tecnicamente, os impactos provocados pela tragédia no Estado.

    O segundo material será publicado na terça-feira (4) e detalhará a luta de mulheres pelo reconhecimento como vítimas reais da tragédia, já que muitas relatam terem sido deixadas de lado durante os acordos de reparação. Elas contam que apenas os maridos foram beneficiados e reconhecidos para ter direito à indenização. Por fim, o terceiro vídeo, na próxima quarta-feira (5), contará como está o trabalho para a retomada da economia em Anchieta, com opiniões de moradores, empreendedores e representantes da Samarco.

    Mar de Regência, em Linhares, após ser atingido pela lama de rejeitos de minério em 2015 Crédito: Fernando Madeira [23/11/2015]

  • Fábrica de rações do ES investe em robô para aumentar a capacidade de produção

    Fábrica de rações do ES investe em robô para aumentar a capacidade de produção

    Com investimento de R$ 3 milhões, uma fábrica de rações do Espírito Santo se prepara para inaugurar o primeiro sistema de paletização totalmente automatizado, sendo a primeira a contar com essa tecnologia no Estado. A modernização da unidade da cooperativa Nater Coop em Baixo Guandu, na Região Noroeste, vai permitir ampliar a produção em 30% com o uso de automação.

    A célula robótica, que vai entrar em operação na segunda quinzena de fevereiro, é equipada com um braço mecânico. Esse robô empilha as sacas de ração de forma organizada, garantindo mais agilidade, segurança e produtividade na etapa de paletização das cargas – processo logístico em que mercadorias são colocadas sobre paletes.

    O uso de robótica no processo vai permitir que as sacas de ração saiam da linha de produção diretamente para o caminhão, sem intervenção humana, prontas para serem entregues.
    A unidade tem produção mensal atual de 3 mil toneladas de rações para aves, suínos e bovinos e são destinadas a atender cooperados e clientes do Espírito Santo e do Leste de Minas Gerais. Atualmente, o volume produzido pela unidade fabril tem capacidade para alimentar, em média, 25 mil animais.

    “Com a implantação dessa tecnologia, a Nater Coop amplia a sua capacidade produtiva de forma significativa, reforçando o compromisso com inovação, competitividade e geração de valor aos cooperados”, destaca Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop.

    Uso de robótica vai permitir que as sacas de ração saiam da linha de produção diretamente para o caminhão Crédito: Divulgação

    De acordo com o gerente da Unidade de Negócios Bovinocultura da Nater Coop, Ederson Abeldt, a unidade de Baixo Guandu é voltada majoritariamente à produção de rações fareladas e paletizadas, ensacadas e a granel.

    “Os novos equipamentos foram adquiridos de uma empresa italiana que é referência mundial em automação de células de paletização, processo logístico que agrupa mercadorias sobre paletes para facilitar a sua movimentação, o seu transporte e a sua armazenagem. Essa tecnologia representa um salto de produtividade, além de trazer ganhos relevantes também em termos de segurança, de ergonomia e de sustentabilidade do negócio”, explica Abeldt.

    Além do aumento expressivo da produtividade atual – cuja expectativa é passar de uma média de 250 sacas por hora para um potencial de até 900 sacas por hora –, a automação da planta industrial também vai reduzir a dependência de mão de obra pesada, um desafio crescente no Brasil, segundo Abeldt.

    “É importante ressaltar que o foco do investimento não está apenas na eficiência do processo, mas também na longevidade do nosso capital humano ao promover mais segurança e saúde para os nossos colaboradores, já que a inovação no processo fabril vai evitar que façam a movimentação contínua de grandes cargas”, pontua.

    As equipes que atualmente participam desse processo serão alocadas em atividades com foco administrativo. “Em alguns casos, além de passarem por testes de aptidão, esses colaboradores serão capacitados para assumir as novas funções, num processo que será conduzido pela nossa área de recursos humanos”, explica Abeldt.

    Atualmente, a Nater Coop conta com duas fábricas de ração em operação no Estado. Juntas, têm um potencial produtivo de até 10 mil toneladas de ração por mês, atendendo diferentes cadeias produtivas do agro capixaba e do Leste de Minas Gerais.

    “Além da unidade de Baixo Guandu, temos também a de Santa Maria de Jetibá, cujo foco é a produção de rações para aves e suínos, especialmente rações fareladas e trituradas, tanto a granel quanto ensacadas. Nessa planta, a logística é realizada por caminhões graneleiros, com entrega direta nos silos dos produtores, além do atendimento às lojas Nater Coop e ao nosso condomínio avícola, localizado no mesmo município”, detalha Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop.

    Marcelino Bellardt destaca ainda que a unidade de Baixo Guandu seguirá operando também com processos convencionais, que a partir de agora serão potencializados pela automação da paletização. Assim, será possível atender tanto à produção de rações tradicionais quanto à fabricação das linhas mais técnicas, que contam com ingredientes que elevam o desempenho animal. “Com isso, o cooperado terá condições de produzir mais, com mais eficiência e maior rentabilidade”, aponta.

  • Aventura e natureza: região dos Imigrantes no ES tem trilhas imperdíveis

    Aventura e natureza: região dos Imigrantes no ES tem trilhas imperdíveis

    A Região dos Imigrantes é um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza e da aventura. Com uma ampla variedade de trilhas, o destino encanta com paisagens exuberantes, roteiros históricos e experiências que conectam os visitantes à riqueza cultural da região. Seja para os aventureiros em busca de adrenalina ou para famílias que desejam momentos de tranquilidade em meio à natureza, cada trilha oferece uma nova perspectiva desse pedaço encantador do Estado.

    Confira as trilhas imperdíveis na Região dos Imigrantes:

    Subida à Pedra do Garrafão (Santa Maria de Jetibá)

    Com uma subida de dificuldade moderada, a trilha até a Pedra do Garrafão é uma das mais procuradas pelos aventureiros. O percurso oferece vistas panorâmicas, conectando os visitantes com a natureza.

    Pedra do Garrafão (Santa Maria de Jetibá) Crédito: Imigrantes CVB/Divulgação

    Pedra da Onça (Itarana)

    Em Itarana, a trilha até a Pedra da Onça é um convite para uma caminhada em meio à vegetação nativa, com paisagens montanhosas que impressionam qualquer visitante.

    Capela de Santa Luzia (Itarana)

    A trilha até a Capela de Santa Luzia é ideal para quem prefere um passeio mais tranquilo, acessível e com belas vistas. Um percurso perfeito para famílias e grupos, oferecendo uma combinação de natureza e história.

    Capela de Santa Luzia (Itarana) Crédito: Imigrantes CVB/Divulgação

    Pedra Furada e Cinco Pontões (Itaguaçu)

    A trilha até a Pedra Furada e ao conjunto montanhoso dos Cinco Pontões é considerada desafiadora, mas a recompensa são vistas deslumbrantes de toda a região.

    Cinco Pontões (Itaguaçu) Crédito: Imigrantes CVB/Divulgação

    Caminho do Imigrante e Trilha Ecológica da Pedra Preta (Santa Leopoldina)

    O Caminho do Imigrante refaz parte da história dos colonos, passando por trechos que revelam vistas incríveis. Já a Trilha Ecológica da Pedra Preta oferece um mergulho na Mata Atlântica preservada, ideal para quem deseja explorar a natureza local.

    Caminho do Imigrante e Trilha Ecológica da Pedra Preta (Santa Leopoldina) Crédito: Imigrantes CVB/Divulgação

    Trilhas em Santa Teresa

    Santa Teresa se destaca como um destino de ecoturismo, com suas trilhas envoltas pela rica biodiversidade da Mata Atlântica, sendo um local popular para observação de aves e contato com a natureza.

    Caminho da Sabedoria (Ibiraçu)

    Para quem busca introspecção e paz, a trilha Caminho da Sabedoria leva até o Mosteiro Zen Morro da Vargem, combinando o ambiente natural com a serenidade espiritual do local.

    O secretário de Estado do Turismo, Philipe Lemos, ressaltou a importância do turismo de aventura na região: “Nossas trilhas são uma oportunidade de explorar o Espírito Santo de forma sustentável, unindo natureza, história e cultura. Investimos na infraestrutura desses roteiros para garantir experiências seguras para todos os visitantes”, destacou.